Agonistas de GnRH reduzem temporariamente a produção ovariana de estrogênio após uma fase inicial de estímulo. Podem melhorar dor, mas causam um estado hipoestrogênico reversível. Fogachos, secura vaginal e perda óssea exigem indicação criteriosa e, frequentemente, terapia add-back.
✓ São geralmente opções de segunda linha.
✓ Não devem ser confundidos com antagonistas de GnRH, que agem de forma mais direta.
✓ Proteção óssea e controle de sintomas hipoestrogênicos fazem parte do tratamento.
Como funcionam?
Após aplicação, os agonistas inicialmente estimulam a hipófise e depois dessensibilizam os receptores, reduzindo LH e FSH e, consequentemente, estrogênio ovariano. Esse mecanismo diminui estímulo sobre as lesões, mas não remove fibrose ou aderências.
Quando podem ser considerados?
Podem ser usados quando tratamentos de primeira linha são contraindicados, não tolerados ou insuficientes. Em contextos específicos, também podem integrar tratamento antes ou depois da cirurgia, mas não devem ser prescritos automaticamente para todas as pacientes.
Efeitos adversos e add-back
Fogachos, alteração do sono e humor, secura vaginal, redução de libido e perda de massa óssea podem ocorrer. A terapia add-back utiliza pequenas doses hormonais para reduzir esses efeitos sem anular o benefício, conforme avaliação individual.
Monitorização
História de osteoporose, fraturas, risco cardiovascular, enxaqueca, saúde mental e outros fatores influenciam a escolha. Duração, necessidade de densitometria, cálcio, vitamina D e contracepção devem ser discutidas para cada formulação.
Perguntas frequentes
Análogo de GnRH causa menopausa definitiva?
Não. O estado hipoestrogênico é farmacológico e geralmente reversível após suspensão, embora o retorno do ciclo varie.
Pode ser usado para engravidar naturalmente?
Durante a supressão ovariana não há tentativa natural de gestação; estratégias reprodutivas são diferentes.
É obrigatório antes da cirurgia?
Não. O uso pré-operatório depende do objetivo e não é rotina universal.
Referências científicas essenciais
A seleção prioriza diretrizes, revisões sistemáticas, meta-análises e fontes institucionais. Cada tema inclui referências específicas e links para a publicação original.

Dr. Rogério Tadeu Felizi
Médico ginecologista · CRM-SP 109.778 · RQE 108856 · TEGO 0471/2006 · Mestre em Ciências da Saúde · Título SOBRACIL · Habilitação em cirurgia robótica.
Head de Ginecologia e coordenador do Centro de Endometriose e Patologias Uterinas do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.
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