RESPOSTA DIRETA

A cirurgia costuma ser feita por videolaparoscopia ou plataforma robótica, sob anestesia geral. Após revisar a anatomia, a equipe libera aderências, identifica ureteres e estruturas importantes, remove lesões e reconstrói órgãos quando necessário. O procedimento é individualizado ao mapeamento e aos achados.

Planejamento começa antes do centro cirúrgico.

A equipe deve estar preparada para os órgãos possivelmente envolvidos.

Preservar útero e ovários é prioridade quando seguro e alinhado aos objetivos.

Antes da cirurgia

Consulta, exame e imagem definem mapa da doença. Avaliam-se anemia, função renal, reserva ovariana, risco anestésico e necessidade de especialistas. Preparo intestinal não é igual para todas e segue protocolo da equipe.

Acesso minimamente invasivo

Pequenas incisões permitem introduzir câmera e instrumentos. O abdome é insuflado com gás carbônico para criar espaço. A equipe inspeciona pelve e abdome, compara achados ao planejamento e registra extensões relevantes.

Dissecção e excisão

Aderências são liberadas, ureteres e vasos identificados, e lesões retiradas com atenção a nervos e órgãos. Endometriomas são tratados tentando preservar tecido ovariano. Intestino, bexiga ou ureter são abordados apenas quando indicado e consentido.

Finalização e recuperação

A equipe verifica hemostasia, integridade de suturas e necessidade de drenos. Peças são enviadas para anatomopatológico. Alimentação, sonda, internação e retorno às atividades variam conforme os órgãos operados.

Perguntas frequentes

Quanto tempo dura?

Varia muito: doença limitada pode exigir pouco tempo; casos multiorgânicos podem durar várias horas.

Precisa de bolsa intestinal?

É incomum e depende de cirurgia colorretal complexa ou complicações; a possibilidade deve ser discutida quando relevante.

Sempre é retirado tudo?

O objetivo é tratar com segurança. Algumas lesões podem não ser removidas se o risco superar o benefício ou se não houver consentimento para procedimento adicional.

Referências científicas essenciais

A seleção prioriza diretrizes, revisões sistemáticas, meta-análises e fontes institucionais. Cada tema inclui referências específicas e links para a publicação original.

  1. ESHRE Guideline: Endometriosis (2022)
  2. NICE NG73 — Endometriosis: diagnosis and management, atualizada em 2024
  3. World Health Organization — Endometriosis, atualizada em 2025
  4. ESHRE — Surgical treatment recommendations
  5. ESHRE Guideline — registro PubMed
Dr. Rogério Tadeu Felizi
REVISÃO MÉDICA

Dr. Rogério Tadeu Felizi

Médico ginecologista · CRM-SP 109.778 · RQE 108856 · TEGO 0471/2006 · Mestre em Ciências da Saúde · Título SOBRACIL · Habilitação em cirurgia robótica.

Head de Ginecologia e coordenador do Centro de Endometriose e Patologias Uterinas do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.

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Transparência editorial

Metodologia: pergunta clínica definida, busca de diretrizes e literatura indexada, redação acessível e revisão médica antes da publicação. Leia a política editorial completa.

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