A cirurgia pode ser realizada por laparoscopia, plataforma robótica ou, raramente, via aberta. As técnicas variam conforme o órgão: excisão de lesões, liberação de aderências, cirurgia do endometrioma, shaving ou ressecção intestinal, ressecção de bexiga e liberação ou reconstrução do ureter.
✓ Não existe uma técnica única para todas as lesões.
✓ Excisão permite retirar tecido e obter anatomopatológico.
✓ A técnica mais radical nem sempre é a mais segura ou necessária.
Excisão e ablação
Excisão retira a lesão com margem definida e permite análise histológica. Ablação destrói a superfície com energia e pode ser utilizada em situações selecionadas. Profundidade, localização e proximidade de órgãos determinam a escolha.
Cirurgia ovariana
No endometrioma, cistectomia pode reduzir recorrência e dor, mas deve minimizar perda de tecido ovariano. Ablação da cápsula ou técnicas combinadas podem ser consideradas em cenários específicos. Drenagem isolada costuma apresentar alta recorrência.
Cirurgia intestinal
Shaving remove doença da superfície sem abrir o intestino. Ressecção discoide retira um disco da parede. Ressecção segmentar remove um trecho e reconecta as extremidades. Tamanho, profundidade, número de lesões, distância do ânus e risco de complicação orientam a técnica.
Bexiga, ureter, diafragma e parede
Lesão de bexiga pode exigir ressecção parcial e sutura. Ureter pode ser liberado, reimplantado ou ter um segmento reconstruído. Diafragma e tórax podem exigir equipe torácica. Endometriose de parede é removida com margens e reconstrução quando necessário.
Perguntas frequentes
Cirurgia aberta ainda é usada?
Raramente, em situações de extensão, segurança ou impossibilidade técnica da via minimamente invasiva.
Shaving é sempre melhor que ressecção intestinal?
Não. Cada técnica tem benefícios e riscos; a escolha depende da anatomia.
Toda cirurgia precisa de robô?
Não. Laparoscopia convencional é excelente em mãos experientes; robótica pode ajudar em casos selecionados.
Referências científicas essenciais
A seleção prioriza diretrizes, revisões sistemáticas, meta-análises e fontes institucionais. Cada tema inclui referências específicas e links para a publicação original.

Dr. Rogério Tadeu Felizi
Médico ginecologista · CRM-SP 109.778 · RQE 108856 · TEGO 0471/2006 · Mestre em Ciências da Saúde · Título SOBRACIL · Habilitação em cirurgia robótica.
Head de Ginecologia e coordenador do Centro de Endometriose e Patologias Uterinas do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.
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