RESPOSTA DIRETA

Sim. Na maioria das pacientes é possível preservar o útero e tratar as lesões por cirurgia conservadora, especialmente quando existe desejo gestacional. O planejamento também procura preservar ovários, trompas e nervos quando seguro.

Preservar o útero não significa tratar menos.

Endometriose e adenomiose são condições diferentes que podem coexistir.

Fertilidade depende também de idade, ovários, trompas e fatores masculinos.

O que é cirurgia conservadora?

É a remoção de lesões e restauração da anatomia mantendo útero e, sempre que possível, tecido ovariano saudável. Pode incluir excisão de doença profunda, tratamento intestinal ou urinário e cirurgia de endometrioma sem histerectomia.

Proteção dos ovários

Endometrioma e cirurgias repetidas podem reduzir reserva ovariana. Técnica delicada, hemostasia com menor dano térmico e indicação criteriosa são essenciais. Em doença bilateral ou reserva reduzida, preservação de fertilidade pode ser discutida antes.

Planejamento da gestação

Após cirurgia, o tempo para tentar gestação depende de idade, reserva ovariana, trompas, espermograma e extensão do procedimento. Algumas pacientes tentarão naturalmente; outras se beneficiam de reprodução assistida.

Quando preservar pode não ser possível?

Suspeita de câncer, sangramento incontrolável, destruição anatômica excepcional ou risco cirúrgico podem alterar o plano. Essas situações são incomuns e devem ser discutidas claramente antes da operação sempre que previsíveis.

Perguntas frequentes

Preservar o útero aumenta recidiva?

Recidiva depende de vários fatores. Histerectomia não garante ausência de doença fora do útero.

Cirurgia conservadora permite gravidez?

Pode preservar a possibilidade, mas não garante gestação; idade e outros fatores continuam relevantes.

É possível preservar um ovário muito comprometido?

Muitas vezes sim, mas segurança e características da lesão orientam a decisão.

Referências científicas essenciais

A seleção prioriza diretrizes, revisões sistemáticas, meta-análises e fontes institucionais. Cada tema inclui referências específicas e links para a publicação original.

  1. ESHRE Guideline: Endometriosis (2022)
  2. NICE NG73 — Endometriosis: diagnosis and management, atualizada em 2024
  3. World Health Organization — Endometriosis, atualizada em 2025
  4. ESHRE Guideline — registro PubMed
Dr. Rogério Tadeu Felizi
REVISÃO MÉDICA

Dr. Rogério Tadeu Felizi

Médico ginecologista · CRM-SP 109.778 · RQE 108856 · TEGO 0471/2006 · Mestre em Ciências da Saúde · Título SOBRACIL · Habilitação em cirurgia robótica.

Head de Ginecologia e coordenador do Centro de Endometriose e Patologias Uterinas do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.

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