Sim. Na maioria das pacientes é possível preservar o útero e tratar as lesões por cirurgia conservadora, especialmente quando existe desejo gestacional. O planejamento também procura preservar ovários, trompas e nervos quando seguro.
✓ Preservar o útero não significa tratar menos.
✓ Endometriose e adenomiose são condições diferentes que podem coexistir.
✓ Fertilidade depende também de idade, ovários, trompas e fatores masculinos.
O que é cirurgia conservadora?
É a remoção de lesões e restauração da anatomia mantendo útero e, sempre que possível, tecido ovariano saudável. Pode incluir excisão de doença profunda, tratamento intestinal ou urinário e cirurgia de endometrioma sem histerectomia.
Proteção dos ovários
Endometrioma e cirurgias repetidas podem reduzir reserva ovariana. Técnica delicada, hemostasia com menor dano térmico e indicação criteriosa são essenciais. Em doença bilateral ou reserva reduzida, preservação de fertilidade pode ser discutida antes.
Planejamento da gestação
Após cirurgia, o tempo para tentar gestação depende de idade, reserva ovariana, trompas, espermograma e extensão do procedimento. Algumas pacientes tentarão naturalmente; outras se beneficiam de reprodução assistida.
Quando preservar pode não ser possível?
Suspeita de câncer, sangramento incontrolável, destruição anatômica excepcional ou risco cirúrgico podem alterar o plano. Essas situações são incomuns e devem ser discutidas claramente antes da operação sempre que previsíveis.
Perguntas frequentes
Preservar o útero aumenta recidiva?
Recidiva depende de vários fatores. Histerectomia não garante ausência de doença fora do útero.
Cirurgia conservadora permite gravidez?
Pode preservar a possibilidade, mas não garante gestação; idade e outros fatores continuam relevantes.
É possível preservar um ovário muito comprometido?
Muitas vezes sim, mas segurança e características da lesão orientam a decisão.
Referências científicas essenciais
A seleção prioriza diretrizes, revisões sistemáticas, meta-análises e fontes institucionais. Cada tema inclui referências específicas e links para a publicação original.

Dr. Rogério Tadeu Felizi
Médico ginecologista · CRM-SP 109.778 · RQE 108856 · TEGO 0471/2006 · Mestre em Ciências da Saúde · Título SOBRACIL · Habilitação em cirurgia robótica.
Head de Ginecologia e coordenador do Centro de Endometriose e Patologias Uterinas do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.
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